A expansão do sistema BRT na Baixada Fluminense avança e começa a impactar diretamente a operação do transporte intermunicipal. A Prefeitura do Rio de Janeiro projeta levar o modelo para cidades como São João de Meriti e Nova Iguaçu, enquanto empresas de ônibus da região já formalizam pedidos para integrar suas linhas ao BRT Transbrasil e ao sistema ferroviário.
Empresas antecipam integração com o BRT e reconfiguram linhas
Nos últimos dias, viações como Vera Cruz e Nossa Senhora da Penha enviaram ofícios ao Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ) solicitando mudanças estruturais. Essas alterações visam transformar linhas que antes seguiam até o Centro do Rio em serviços alimentadores do BRT e dos trens da SuperVia. A linha 77, primeiro serviço BRT ligando o Rio à Baixada, já opera parcialmente e deve ampliar horários de pico, acelerando a reorganização da rede metropolitana.
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Modelo operacional baseado no BRT prioriza integração e eficiência
Os documentos revelam uma mudança de paradigma: as empresas deixam de operar viagens longas até o Centro e estruturam suas linhas para alimentar sistemas de alta capacidade, como o BRT. A proposta segue diretrizes modernas de mobilidade urbana, focando em integração modal, hierarquização da rede, redução da sobreposição de serviços e aumento da eficiência operacional. A manutenção das linhas até o Centro gera perda de eficiência, aumento do tempo de viagem e queda de demanda, especialmente nos trechos paralelos ao BRT na Avenida Brasil.
Linhas deixam o Centro e passam a operar em terminais integrados ao BRT
Os pedidos detalham a integração das linhas com o BRT e o sistema ferroviário. As linhas da Vera Cruz com destino ao Centro do Rio terão como novo ponto final o Terminal Margaridas, em Irajá, integrando-se ao BRT Transbrasil e linhas urbanas. Exemplos incluem as linhas 479B, 478B e 651I, que passam a funcionar como alimentadoras do BRT.
Na Nossa Senhora da Penha, linhas importantes da Baixada também mudam. A linha 133B terá o Terminal Deodoro como destino final, integrando BRT e SuperVia, enquanto a linha 479I passa a operar até o Terminal Margaridas, substituindo o acesso direto ao Fundão por integração com o modelo.
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Terminais Margaridas e Deodoro ganham papel central na rede do BRT
O Terminal Margaridas assume papel fundamental como hub de integração entre linhas intermunicipais, BRT Transbrasil e linhas urbanas municipais. Já o Terminal Deodoro amplia essa função ao integrar o sistema ferroviário, permitindo conexões mais amplas e facilitando a mobilidade na Região Metropolitana.
Impactos na demanda e operação das linhas convencionais
As empresas apontam que a implantação do modelo já reduz significativamente o número de passageiros nas linhas tradicionais, causando perda de competitividade e necessidade de reequilíbrio econômico. A sobreposição com o corredor da Avenida Brasil destaca-se como um dos principais fatores para essa mudança.
Tarifa modal proposta para garantir integração sustentável com o BRT
Foi solicitado ao Detro-RJ autorização para aplicar uma tarifa modal de R$ 6,70, visando viabilizar a integração entre ônibus, BRT e trem. Essa medida busca garantir a sustentabilidade financeira das operações e evitar distorções tarifárias no sistema integrado.
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Prefeitura projeta expansão do BRT para mais cidades da Baixada
Paralelamente, a Prefeitura do Rio estuda expandir o modelo para municípios como São João de Meriti e Nova Iguaçu. O prefeito Eduardo Cavaliere destacou o envio dos ofícios pelas empresas como sinal de alinhamento do setor ao novo modelo de mobilidade, baseado em integração, eficiência e hierarquização da rede.
Modelo alimentador com o modelo se consolida na Região Metropolitana
A soma dos fatores indica uma transformação estrutural no transporte da Baixada Fluminense. O modelo que se consolida segue padrões adotados em grandes metrópoles, com sistemas estruturais como o BRT e o trem atuando como eixo principal, linhas intermunicipais funcionando como alimentadoras e integração física e tarifária nos terminais. A decisão final depende da análise do Detro-RJ e do Governo do Estado, podendo marcar uma das maiores reconfigurações do transporte público na Região Metropolitana do Rio nos últimos anos.

