A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro alcança o terceiro dia nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, sem previsão de término, impactando a circulação de ônibus na capital. Para minimizar os transtornos aos passageiros, as concessionárias de trens e metrô reforçam as operações nos horários de maior demanda.
Greve dos rodoviários intensifica mobilização e reforço no transporte
A Trens RJ anunciou a operação de 30 viagens extras ao longo do dia, reduzindo os intervalos entre os trens nos períodos de pico para absorver o aumento no fluxo de passageiros. A concessionária MetrôRio informou que ampliará a oferta de composições caso a demanda pelo sistema cresça.
O Rio Ônibus declarou que as empresas continuam mobilizadas para ampliar a circulação dos coletivos e garantir o transporte da população. Cerca de 1.500 ônibus já circulam, enquanto as concessionárias trabalham para cumprir a determinação da Justiça do Trabalho que obriga a manutenção de, no mínimo, 80% da frota durante a paralisação.
O sindicato patronal atribui ao Sindicato dos Rodoviários as dificuldades para atingir esse percentual. Segundo o Rio Ônibus, o sindicato não encaminhou aos motoristas as escalas indicando quais profissionais deveriam permanecer em atividade para atender à determinação judicial. A entidade fez um apelo para que os trabalhadores retornem às garagens e retomem a operação, afirmando que “a população carioca não pode ficar mais um dia a pé”.
Negociações salariais permanecem sem acordo
Na terça-feira, 30 de junho, uma audiência de conciliação entre representantes dos trabalhadores e das empresas terminou sem acordo. Um novo encontro está agendado para a próxima segunda-feira, 6 de julho.
O impasse envolve as negociações da campanha salarial entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus. Entre as principais reivindicações da categoria estão o piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e R$ 5 mil para condutores de veículos articulados.
Além disso, os rodoviários pedem vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico, jornada 5×2, manutenção do passe livre, indenização pelo intervalo de almoço e a substituição dos contratos temporários da Mobi-Rio por vínculos sob o regime CLT.
Propostas das empresas distantes das reivindicações
De acordo com o sindicato, a proposta apresentada pelas empresas está distante das reivindicações da categoria. Os valores oferecidos elevariam o salário dos motoristas de ônibus convencionais de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, enquanto os condutores de ônibus articulados teriam remuneração reajustada de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação subiria de R$ 660 para R$ 689.
A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro segue afetando o transporte público, com esforços das concessionárias para manter a circulação e negociações em andamento para tentar resolver o impasse.
Reforço no transporte público para amenizar impactos
Para amenizar os impactos da paralisação, as concessionárias de trens e metrô reforçam as operações nos horários de maior demanda. A SuperVia opera viagens extras e reduz intervalos entre trens, enquanto o MetrôRio amplia a oferta de composições conforme a necessidade.
O Rio Ônibus mantém cerca de 1.500 coletivos em circulação, buscando cumprir a determinação judicial de manter ao menos 80% da frota ativa durante a greve.
Apelo para retorno dos rodoviários às atividades
O sindicato patronal fez um apelo para que os rodoviários retornem às garagens e retomem a operação, ressaltando que a população carioca não pode ficar mais um dia sem transporte coletivo adequado. A falta de escalas enviadas pelo Sindicato dos Rodoviários dificulta o cumprimento da determinação judicial.
O próximo encontro entre trabalhadores e empresas está marcado para o dia 6 de julho, com a expectativa de avançar nas negociações e encerrar a greve que já afeta a mobilidade na capital carioca.