A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro entrou no segundo dia após uma assembleia tensa realizada na tarde de terça-feira, 30 de junho de 2026, no centro da cidade. Manifestantes depredaram ao menos cinco ônibus durante o protesto, que gerou confusão e reação entre os trabalhadores.
Greve dos rodoviários do Rio segue após assembleia conturbada
A assembleia iniciou com uma votação que aprovou o estado de greve, possibilitando o retorno das atividades na quarta-feira, 1º de julho. No entanto, parte da categoria rejeitou essa decisão e defendeu a continuidade da paralisação. Durante o protesto, insatisfeitos cercaram o carro do sindicato e arremessaram ovos.
O Sindicato dos Rodoviários e o Rio Ônibus, que representa as empresas de ônibus da capital, realizaram uma audiência de conciliação que terminou sem acordo. Uma nova rodada de negociações ficou agendada para a próxima segunda-feira, 6 de julho, por sugestão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT).
O Rio Ônibus informou que todas as garagens permanecem abertas e aptas para a saída dos coletivos. Segundo a entidade, mais de mil ônibus circulavam no início da manhã de terça-feira, número superior ao registrado no mesmo horário do primeiro dia de paralisação.
Principais reivindicações e impasse nas negociações
O impasse envolve a campanha salarial entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus. A categoria reivindica piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e R$ 5 mil para condutores de veículos articulados.
Além disso, os rodoviários pedem vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico, jornada 5×2, manutenção do passe livre, indenização pelo intervalo de almoço e a substituição dos contratos temporários da Mobi-Rio por vínculos sob o regime CLT.
De acordo com o sindicato, a proposta das empresas está distante das reivindicações. Os valores oferecidos elevam o salário dos motoristas convencionais de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, e dos condutores articulados de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação subiria de R$ 660 para R$ 689.
Liminar do TRT e impacto da paralisação na cidade
Antes do início da paralisação, o TRT-1 concedeu liminar que determina a circulação de pelo menos 50% da frota de ônibus durante todo o período da greve, por linha e itinerário, para minimizar os impactos à população.
A paralisação afeta os ônibus municipais e o sistema BRT na capital, causando transtornos no transporte público do Rio de Janeiro.
Reação e protestos durante a assembleia
Durante a assembleia, parte dos rodoviários insatisfeitos cercou o carro do sindicato e lançou ovos, demonstrando a tensão entre os trabalhadores. A confusão marcou o encontro e evidenciou a divisão na categoria sobre a continuidade da greve.
Garagens abertas e circulação de ônibus
O Rio Ônibus garantiu que todas as garagens permanecem abertas e aptas para a saída dos coletivos. Na manhã de terça-feira, mais de mil ônibus já circulavam, superando o número do primeiro dia de paralisação no mesmo horário.
Próximas negociações e expectativa
A nova rodada de negociações entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus está marcada para segunda-feira, 6 de julho, com mediação do TRT e do Ministério Público do Trabalho. A expectativa é que o impasse salarial seja discutido para tentar encerrar a greve.
A situação permanece delicada, com a categoria dividida entre retomar as atividades e manter a paralisação, enquanto a população sofre com os impactos no transporte público.