Rodoviários do Rio suspendem greve após três dias de paralisação

A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro foi suspensa após três dias de paralisação, conforme decisão tomada em assembleia realizada na quarta-feira, 1º de julho de 2026. Apesar da suspensão, os trabalhadores mantêm o estado de greve, pois a negociação salarial terá nova rodada na segunda-feira, 6, com participação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT). Os motoristas retornaram ao trabalho normalmente na quinta-feira, 2.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, 1,5 mil trabalhadores participaram da assembleia e aprovaram a suspensão da greve, com apenas 18 votos contrários. O sindicato informou que não haverá desconto dos dias parados nem do tíquete alimentação.

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  • Pelo acordo para a suspensão da paralisação, os empregadores terão até segunda-feira para apresentar uma proposta salarial melhor. Até o momento, a oferta das empresas permanece distante das reivindicações da categoria.

    A decisão pela suspensão considerou a determinação do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Melo Filho, que exigiu circulação mínima de 80% da frota durante a paralisação. O TRT havia determinado 50% da frota em circulação. A categoria entendeu que a situação jurídica dos grevistas piorou com a decisão do TST.

    Greve dos rodoviários do Rio de Janeiro

    O impasse que provocou a greve envolve as negociações da campanha salarial entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus. Entre as principais reivindicações, destacam-se o piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e R$ 5 mil para condutores de veículos articulados.

    Além disso, os rodoviários pedem vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico, jornada 5×2, manutenção do passe livre, indenização pelo intervalo de almoço e a substituição dos contratos temporários da Mobi-Rio por vínculos sob o regime CLT.

    Pelos valores oferecidos atualmente, o salário dos motoristas de ônibus convencionais passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, enquanto os condutores de ônibus articulados teriam remuneração reajustada de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação subiria de R$ 660 para R$ 689.

    Assembleia e participação dos trabalhadores

    A assembleia que decidiu pela suspensão da greve contou com a participação de 1,5 mil trabalhadores, que aprovaram a proposta com ampla maioria. Apenas 18 votos foram contrários à suspensão da paralisação.

    O sindicato garantiu que não haverá desconto dos dias parados nem do tíquete alimentação, assegurando os direitos dos trabalhadores durante o período da greve.

    Determinações judiciais e impacto na paralisação

    A suspensão da greve considerou a determinação do presidente do TST para que 80% da frota circulasse durante a paralisação, aumentando a exigência anterior do TRT, que fixava 50% da frota em circulação.

    A categoria avaliou que essa decisão piorou a situação jurídica dos grevistas, influenciando a decisão de suspender a paralisação para evitar penalizações maiores.

    Reivindicações salariais e benefícios dos rodoviários

    Os rodoviários reivindicam piso salarial de R$ 4 mil para motoristas convencionais e R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados. Também pedem vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico, jornada 5×2, manutenção do passe livre, indenização pelo intervalo de almoço e a substituição dos contratos temporários por vínculos CLT.

    As propostas atuais das empresas oferecem reajustes inferiores às demandas, com salários e auxílio-alimentação abaixo do esperado pela categoria.

    Próximos passos nas negociações

    A negociação salarial terá nova rodada na segunda-feira, 6, com participação do TRT e do Ministério Público do Trabalho. Os empregadores têm até essa data para apresentar uma proposta salarial melhor.

    Enquanto isso, o estado de greve permanece ativo, mantendo a possibilidade de novas paralisações caso as reivindicações não sejam atendidas.

    Conclusão

    A suspensão da greve dos rodoviários do Rio de Janeiro após três dias de paralisação demonstra a complexidade das negociações salariais e a influência das decisões judiciais na condução do movimento. A manutenção do estado de greve indica que a categoria permanece mobilizada, aguardando avanços nas próximas negociações para garantir melhores condições de trabalho e remuneração.

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