Jovens lideram mortes em acidentes com moto nas rodovias, aponta Arteris

Jovens e motocicletas de baixa cilindrada lideraram o índice de fatalidades em acidentes com moto nas rodovias administradas pela Arteris no primeiro semestre de 2026. Segundo levantamento da concessionária, as ocorrências cresceram 8% no período, passando de 2.538 para 2.741, com 2.590 casos com vítimas e 69 mortes.

O estudo abrange trechos sob responsabilidade da empresa em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná. Além disso, a Arteris afirma que o avanço dos registros reforça o alerta para a segurança viária, especialmente diante de manobras arriscadas, desrespeito às leis de trânsito e outros comportamentos imprudentes.

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  • Jovens lideram mortes em acidentes com moto

    De acordo com o levantamento, 49% dos acidentes registrados no período tiveram relação com o descuido do motociclista, o que corresponde a 1.356 casos. Em seguida, aparecem perda de controle do veículo (11%), mudanças bruscas de faixa por outros veículos (8%), estouro de pneu (6%) e mudança indevida de faixa pelo próprio motociclista (5%).

    As colisões traseiras lideraram os tipos de sinistros envolvendo motociclistas, com 29% dos registros. Depois, vieram quedas, com 27%, e colisões laterais, com 23%.

    Entre as 69 mortes registradas no primeiro semestre de 2026, 12 vítimas, ou 17%, estavam sem capacete no momento do acidente.

    “A Arteris atua de forma integrada e contínua para promover a segurança viária, reafirmando seu compromisso inegociável com a preservação da vida. No entanto, a construção de um trânsito mais seguro também depende da conscientização dos usuários e do respeito às leis de trânsito. Nas rodovias, todo deslocamento deve ser pautado pela responsabilidade e prudência, para que todos cheguem bem em casa”, afirma José Acacio Delmonego Junior, diretor de Segurança da Arteris e diretor-superintendente da Régis Bittencourt.

    Motos de baixa cilindrada concentram as vítimas fatais

    O perfil das vítimas fatais mostra predominância de motocicletas de até 160 cc. Segundo a Arteris, esse grupo respondeu por 78% das mortes registradas no semestre, ante 72% no mesmo período de 2025.

    Os homens representaram 84% das vítimas fatais, enquanto os jovens entre 21 e 30 anos concentraram 30% dos óbitos. A concessionária também relaciona a alta das ocorrências ao crescimento do mercado de motos, que avançou 6,2% no primeiro semestre de 2026, conforme a Abraciclo, e quase 50% na última década.

    Além disso, a empresa aponta que o cenário do trabalho por aplicativos amplia a exposição de muitos condutores, especialmente em trechos urbanos das rodovias. Segundo a Pnad Contínua, do IBGE, um terço dos motociclistas trabalha por plataformas digitais e aplicativos de serviços ou usa a moto como principal fonte de renda.

    “As entregas por aplicativo têm impacto direto no tráfego, com muitos trabalhadores jovens circulando constantemente também pelas rodovias, em especial, nos trechos urbanos. Em alta velocidade, o tempo de reação é menor e qualquer descuido pode trazer consequências graves, especialmente se você for um usuário mais exposto, como é o caso de quem utiliza moto. Por isso, a atenção precisa ser redobrada na rodovia. Manter distanciamento de outros veículos, fazer a manutenção preventiva da moto, respeitar as leis e não se arriscar em manobras perigosas são atitudes essenciais para evitar sinistros”, completa Junior.

    A Arteris informou ainda que mantém ações de segurança viária com base em estudos técnicos, pesquisas de comportamento, análise de tráfego, mapeamento de acidentes, novas tecnologias e campanhas educativas. Cada concessionária adota um Plano de Redução de Acidentes, estruturado em engenharia, operações e tecnologia, além de educação.

    Segundo a empresa, esse trabalho contribuiu para queda de 11,8% nas fatalidades e de 6,4% no total de acidentes em 2025, além de redução de 15% no IF3 no mesmo período.

    A companhia também divulgou orientações aos motociclistas, como redobrar a atenção nas ultrapassagens, não trafegar pelo corredor quando o tráfego estiver em movimento, usar capacete certificado e vestir equipamentos de proteção adequados.

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