Biometria facial nas vans intermunicipais do RJ gera economia e controle

O sistema de reconhecimento facial implantado nas vans intermunicipais do RJ já evitou o uso irregular de cerca de 30 mil cartões do Bilhete Único Intermunicipal (BUI), gerando uma economia estimada em mais de R$ 3,7 milhões aos cofres públicos. Em 15 meses de operação, a tecnologia impediu mais de 52 mil viagens irregulares no transporte com

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Imagem: Divulgação/Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram-RJ)

Biometria facial nas vans intermunicipais do RJ reforça controle e fiscalização

A medida integra ações da Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram-RJ), do Detro/RJ e da RioCard Mais. O sistema valida a identidade do passageiro em tempo real e opera nas 531 vans autorizadas da Região Metropolitana.

Priscila Sakalem, secretária de Transporte e Mobilidade Urbana, destaca que a iniciativa protege recursos públicos e garante justiça para quem depende do benefício. Ela afirma que a tecnologia e inteligência asseguram que o benefício chegue a quem tem direito, combatendo fraudes para fortalecer a sustentabilidade do sistema e garantir justiça social a milhares de passageiros que usam corretamente o Bilhete Único Intermunicipal.

Mauro Fliess, presidente do Detro/RJ, ressalta que a biometria facial amplia o controle sobre o uso do benefício e coíbe irregularidades no transporte complementar. Ele afirma que a iniciativa pioneira no país permite uma verificação rápida e eficiente, contribuindo para a transparência do processo.

Monitoramento e resultados do Bilhete Único Intermunicipal nas vans intermunicipais do RJ

O Bilhete Único Intermunicipal permite integrar viagens em até dois modais, sendo um obrigatoriamente intermunicipal, pagando tarifa máxima de R$ 9,40 no período de até três horas. Desde a implantação da biometria facial, mais de 566 mil cartões cadastrados foram verificados, totalizando aproximadamente 14 milhões de embarques monitorados.

A tecnologia destaca-se pelo funcionamento embarcado na frota, monitoramento contínuo dos equipamentos e análise de 100% das imagens capturadas durante as validações.

Vanessa Alcântara, coordenadora da área antifraude da RioCard Mais, afirma que a fraude deixou de ser um evento isolado e tornou-se uma atividade estruturada, exigindo respostas consistentes. Ela destaca que a biometria facial apresenta resultados expressivos na redução de perdas, transformando tecnologia em resultado concreto sem impactar o cliente que usa o benefício corretamente. Além da economia, o combate à fraude representa justiça social.

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Como funciona a validação em tempo real nos veículos

A câmera de reconhecimento facial captura a imagem do passageiro no momento em que o cartão é aproximado do validador, comparando a foto registrada com a do titular do benefício. Em frações de segundos, o sistema realiza a verificação biométrica com base nas características faciais.

Quando há indícios de divergência, uma nova análise ocorre com apoio de inteligência artificial. Se necessário, a ocorrência passa por validação humana antes de qualquer suspensão do benefício.

Nos casos confirmados de irregularidade, o passageiro recebe mensagens no equipamento como “recadastre-se” na primeira ocorrência ou “benefício suspenso” em reincidências. O BUI é pessoal e intransferível, e o uso indevido pode acarretar suspensão do benefício e outras sanções previstas em lei.

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