Rio Rotativo Digital completa uma semana com desafios na Lagoa Rodrigo de Freitas

O Rio Rotativo Digital completou uma semana de operação em fase de testes no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O novo sistema substituiu os antigos talões de papel por um pagamento feito exclusivamente pelo aplicativo Jaé. Apesar da modernização, motoristas enfrentam dificuldades para se adaptar ao modelo.

Principais desafios enfrentados pelos motoristas

Motoristas relatam problemas com o aplicativo, falta de orientação no local e criticam o limite máximo de seis horas de permanência na mesma vaga. Essa restrição afeta principalmente profissionais que cumprem jornadas longas, como plantonistas. José Ednaldo, motorista, contou que passou mais de meia hora tentando cadastrar o veículo no aplicativo, sem sucesso. Ele afirmou: “Minha primeira vez aqui na Lagoa. Estou tendo dificuldade em fazer pagamento porque não tem ninguém para orientar. A gente tenta pagar, não consegue. Tenta acessar o aplicativo do Jaé, não consegue. Então está tendo dificuldade. Quando você insere os dados do carro para cadastrar, não vai. Não consegue cadastrar.”

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  • Outro motorista, Mário Lima, precisou pedir ajuda à esposa para efetuar o pagamento. Ele comentou: “Eu acho que é mais seguro. Você não tem que lidar com os flanelinhas. Mas hoje eu me enrolei um pouquinho para pedir socorro à minha esposa, porque ela já tem o aplicativo. Falei para ela fazer à distância o cadastro para mim, para poder pagar. Mas eu vou me organizar para poder passar a usar direitinho. Eu ainda não sei qual é a situação. Daqui a pouco eu vou passar aqui para ver o carro. Vou ter que renovar. Vai ter que ver isso. Como é que vai ser. Ainda vou entender essa situação. Conversei com o patrão. Vamos ver o que vai ser.”

    Funcionamento e regras do sistema

    O sistema opera em cerca de 900 vagas no entorno do Clube Piraquê, Clube Caiçaras, Parque dos Patins, Parque das Taboas e Canto do Catalão. O valor do estacionamento é de R$ 2 para até duas horas, aumentando conforme o tempo de permanência. Após seis horas na mesma vaga, o motorista precisa retirar o veículo e estacionar em outro local.

    Possíveis ajustes e fiscalização

    O secretário municipal de Transportes avalia ampliar o tempo máximo de permanência para atender trabalhadores que permanecem oito ou até doze horas na região. A fiscalização ocorre eletronicamente, por meio da identificação da placa do veículo. Motoristas que não efetuarem o pagamento estão sujeitos a multa de R$ 195,23.

    Expansão do modelo e dados iniciais

    A Prefeitura pretende expandir o modelo para outras áreas da cidade, incluindo a orla da Zona Sul. Na primeira semana do projeto-piloto, cerca de 13 mil períodos de estacionamento validaram pagamentos pelo aplicativo Jaé. A partir do dia 24 de julho de 2026, motoristas que não pagarem ou ultrapassarem o tempo máximo poderão ser multados conforme o Código de Trânsito Brasileiro.

    A Secretaria Municipal de Transportes informou que as regras atuais não sofrerão alterações imediatas, mas o sistema passará por avaliações constantes e poderá receber ajustes com a ampliação do projeto para outras regiões.

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