BNDES e Governo do RJ assinam acordo para expansão do metrô

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo do Estado do Rio de Janeiro assinaram em 25 de setembro de 2026 um Memorando de Entendimentos para coordenar a estruturação dos projetos de mobilidade urbana da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, identificados pelo Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU). A assinatura ocorreu no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense.

Expansão do metrô na Região Metropolitana do Rio de Janeiro

O memorando prevê que o BNDES será responsável pela estruturação da expansão do sistema metroferroviário, abrangendo as linhas 2, 3 e 4. A Linha 2 contempla o trecho Estácio-Carioca/Praça XV, com potencial expansão da Pavuna até a Baixada Fluminense. A Linha 3 liga Carioca/Praça XV a Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, enquanto a Linha 4 cobre o trajeto Jardim Oceânico-Alvorada-Recreio. Para cada linha, serão desenvolvidos estudos previstos no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

No caso da Linha 3, o trabalho será realizado em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Serão aproveitados os estudos do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), no âmbito do Projeto Prisma, que já incluem diagnóstico técnico-operacional e urbanístico.

Medidas institucionais e integração tarifária

O memorando também prevê medidas institucionais complementares, como o avanço da governança metropolitana e a integração tarifária. O Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia vinculada ao governo estadual, participará do planejamento e execução dessas políticas públicas na região metropolitana.

Nelson Barbosa, diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, afirmou que os projetos já vêm sendo estudados e estão incluídos no Estudo Nacional de Mobilidade Urbana. Ele destacou que as fases iniciais desses projetos começarão a ser desenvolvidas, com atualizações necessárias para que o próximo governo possa dar continuidade às obras, se desejar.

O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, ressaltou que os projetos promovem maior integração da região metropolitana. Segundo ele, o estudo liderado pelo BNDES oferece o contorno mais adequado para o estado, além de gerar economia ao evitar a contratação de outros atores para a realização dos estudos.

Impactos do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana

O ENMU, disponível no site do BNDES, mapeia projetos e propõe políticas para transformar o transporte público coletivo em 21 regiões metropolitanas do Brasil. O estudo reúne um banco de dados com 187 projetos de mobilidade urbana, totalizando mais de 3 mil km de metrôs, BRTs, trens e VLTs.

O ENMU avalia o impacto de cada proposta na redução de emissões de poluentes e gases do efeito estufa, na diminuição de sinistros, além da previsão de embarques diários e investimentos necessários. Os projetos são analisados com base em mais de 100 indicadores técnico-operacionais, econômico-financeiros, socioambientais e urbanísticos, permitindo sua priorização.

Juntas, as iniciativas poderão evitar 27 mil vítimas de acidentes de trânsito e 3 milhões de toneladas anuais de CO₂, reduzir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio de deslocamento da população, gerando benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões. Os impactos também abrangem a cadeia produtiva, com potencial para mobilizar mais de 1 milhão de empregos e demandar até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários.

O estudo foi elaborado entre 2024 e 2026, focando as 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil. Considera projeções populacionais e de demanda para um horizonte de 30 anos, com o objetivo de apoiar o planejamento de sistemas de transporte mais integrados, eficientes e sustentáveis.

Deixe um comentário