A CNH do Brasil passou a informar aos motoristas, desde a segunda-feira (24), as passagens por pedágios eletrônicos e a indicar como realizar o pagamento da tarifa, independentemente de onde a cobrança tenha sido feita. Com a novidade, a Associação Brasileira das Empresas de Pagamento Automático para Mobilidade (Abepam) reforça a orientação para que os usuários consultem dados apenas em canais oficiais e tenham atenção redobrada com links, mensagens e páginas que prometem acesso a essas informações.
CNH do Brasil e a nova consulta de passagens
Segundo a Abepam, a atualização busca facilitar o acesso do motorista às informações sobre o pedágio eletrônico e ao procedimento de pagamento. Ao mesmo tempo, a entidade destaca que a medida exige cautela, porque páginas falsas podem simular canais legítimos e induzir o usuário a pagar tarifas inexistentes.
Desde janeiro de 2026, a Kaspersky identificou mais de 400 sites fraudulentos relacionados ao sistema Free Flow. Esses endereços reproduzem a identidade visual de plataformas oficiais e podem usar dados reais de veículos para convencer motoristas a fazer pagamentos indevidos.
Para atrair vítimas, os golpistas usam anúncios patrocinados em buscadores e copiam o layout de plataformas conhecidas, como o portal Pedágio Digital. Depois de acessar essas páginas, o motorista costuma informar a placa e, em seguida, recebe a orientação para pagar uma suposta tarifa, geralmente via Pix.
Abepam reforça canais oficiais e cuidados com o pagamento
O vice-presidente da Abepam e presidente do Sem Parar, Carlos Gazaffi, orienta que o motorista confirme a origem da cobrança antes de qualquer pagamento. “O motorista deve sempre verificar a origem da cobrança antes de realizar qualquer pagamento. A recomendação é acessar diretamente os canais oficiais da concessionária, conferir o endereço eletrônico antes de informar a placa ou outros dados e verificar o destinatário no caso de pagamentos via Pix”, afirma.
Gazaffi também destaca a segurança oferecida pela tag de pagamento. “Quando o motorista utiliza a tag, o pagamento é feito de forma automática e integrado diretamente ao contrato com a operadora, sem necessidade de acessar links ou realizar pagamentos avulsos. Isso reduz significativamente a exposição a golpes com boletos, links ou mensagens falsas”, diz.
Diante de uma cobrança inesperada, a Abepam recomenda que o motorista não clique em links, não informe dados e não faça o pagamento de imediato. A orientação é acessar diretamente os canais oficiais da concessionária e confirmar se existe, de fato, uma tarifa pendente.
Com esses cuidados, o usuário reduz o risco de cair em páginas fraudulentas e de efetuar pagamentos indevidos. A Abepam, criada em dezembro de 2021, reúne ConectCar, Move Mais, Sem Parar, Taggy e Veloe.