Fraudes no abastecimento de combustíveis aceleram a adoção de tecnologias antifraude no Brasil. Com o aumento das fraudes e da fiscalização sobre bombas adulteradas, fabricantes nacionais investem pesado em sistemas inteligentes que monitoram e rastreiam o processo de abastecimento em tempo real.
Fraudes no combustível e o investimento em tecnologia antifraude
A Lepam, empresa do Grupo WMP especializada em bombas de combustíveis, anunciou um investimento de R$ 20 milhões para desenvolver sistemas inteligentes capazes de identificar inconsistências durante o abastecimento. Esses sistemas ampliam a transparência nas operações de postos, frotas e indústrias, garantindo qualidade, volume exato e segurança no fornecimento.
Mário Panelli Filho, CEO do Grupo WMP, destaca que a Lepam diferencia-se ao integrar sistemas antifraude diretamente nas bombas, registrando e monitorando cada etapa do abastecimento. A empresa recebe investimentos há mais de quatro anos para se consolidar como referência tecnológica em bombas e dispensers inteligentes, combinando precisão volumétrica, conectividade e pós-venda especializado. Essa estratégia posiciona a marca como alternativa competitiva em um mercado historicamente dependente de soluções importadas.
Fraudes volumétricas e novas tecnologias de controle
O avanço das fraudes volumétricas, que manipulam o volume entregue por meio de dispositivos eletrônicos, obriga o setor a adotar sistemas sofisticados de monitoramento e validação. Segundo levantamento do Portal Petrus, o uso de tecnologia antifraude cresceu mais de 30% em 2025, impulsionado por sensores de precisão, conectividade via IoT e integração com plataformas digitais de auditoria.
Entre as inovações, destacam-se bombas com lacres eletrônicos inteligentes que registram tentativas de violação e módulos de verificação volumétrica em tempo real. Esses recursos permitem cruzar automaticamente informações entre tanque, bomba e sistema de gestão do posto, reduzindo perdas, assegurando a entrega correta ao consumidor e protegendo revendedores de penalidades legais.
Thiago Castilha, diretor de marketing da Lepam, ressalta que órgãos reguladores e entidades de classe acompanham a digitalização como aliada estratégica para coibir fraudes e elevar a confiança no abastecimento nacional. A Lepam investe em inovação local para tornar o Brasil menos dependente de importações e mais competitivo globalmente.
Sinergia com o Grupo WMP e expansão nacional
Integrante do Grupo WMP, com mais de 60 anos de atuação nos setores de petróleo, energia e automotivo, a Lepam integra um portfólio que fortalece a presença nacional do grupo. Em janeiro de 2025, o WMP incorporou a Lapek, empresa de equipamentos de lubrificação e abastecimento, ampliando sua liderança no segmento Oil & Gas.
A estratégia do grupo combina a visão industrial de longo prazo de Mário Panelli Filho com a agenda de inovação de Thiago Castilha, focada em automação, digitalização e soluções antifraude. Essa combinação promove a integração das marcas e o avanço nacional, acelerando a nacionalização tecnológica e reforçando o compromisso com o setor.
Panelli Filho destaca que a Lepam contribui para modernizar o abastecimento brasileiro e fortalecer a indústria nacional com soluções robustas e confiáveis, alinhadas às demandas futuras. Castilha complementa que a integração das marcas do Grupo WMP amplia o alcance de soluções digitais e de automação, transformando a operação de postos, frotas e indústrias em todo o país.
Conclusão:
O combate às fraudes no combustível impulsiona o desenvolvimento e a adoção de tecnologias inteligentes no Brasil. A Lepam, com apoio do Grupo WMP, lidera investimentos em sistemas antifraude que aumentam a transparência, a segurança e a eficiência no abastecimento. Essa transformação tecnológica fortalece a indústria nacional e eleva o padrão de confiança no setor, beneficiando consumidores, revendedores e reguladores.
A digitalização e a automação surgem como respostas essenciais para coibir fraudes volumétricas e garantir a qualidade do combustível entregue, consolidando um novo ciclo de inovação no mercado brasileiro de combustíveis.
