O deslocamento diário entre casa e trabalho deixou de ser apenas uma questão logística para se transformar em um risco ocupacional que afeta diretamente a saúde mental dos profissionais. Estudos recentes mostram que o estresse no deslocamento faz com que 32% dos trabalhadores recusem vagas de emprego, evidenciando a importância de soluções que minimizem esse impacto.
O impacto do deslocamento na saúde mental e produtividade
Pesquisas da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que 36% dos trabalhadores brasileiros passam mais de uma hora por dia no trânsito. Esse tempo excessivo no deslocamento prejudica a qualidade de vida de 55% dos profissionais e reduz a produtividade de 51%. Além disso, a dificuldade no transporte interfere na atração e retenção de talentos, já que quase um terço dos profissionais rejeita ofertas de emprego devido a problemas relacionados ao deslocamento.
A Pesquisa CNT de Mobilidade da População Urbana (2024) reforça que o transporte urbano ineficiente se tornou um problema crônico nas grandes cidades, aumentando o desgaste diário dos trabalhadores. Nesse contexto, o fretamento corporativo surge como uma alternativa estratégica para reduzir o tempo e o estresse do deslocamento, proporcionando conforto e segurança aos colaboradores.
Deslocamento e saúde mental: a relação com o burnout
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o burnout como um fenômeno ocupacional ligado ao estresse crônico no trabalho, codificado na CID-11 (QD85). A Norma Regulamentadora nº 1 (NR 1) reforça a obrigação das empresas em gerenciar riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais. O transporte corporativo, ao reduzir o desgaste do deslocamento urbano, atua como uma barreira eficaz contra o burnout e o absenteísmo.
Oferecer um transporte fretado adequado permite que o colaborador tenha um ambiente para descansar e planejar seu dia, prevenindo riscos à saúde mental e promovendo maior produtividade.
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Tendências do transporte corporativo para 2026 e o papel do deslocamento
O Benchmark de Fretado Corporativo (2025), realizado pela KPMG, destaca que a gestão profissional do transporte fretado se consolidou como uma tendência irreversível. Entre os principais pontos, destacam-se a alta taxa de ocupação dos veículos, que varia entre 70% e 90%, e a crescente adoção de tecnologias digitais para monitoramento em tempo real, garantindo pontualidade e transparência no deslocamento.
Além disso, as práticas ESG e a inclusão avançam com a adaptação dos veículos para colaboradores com deficiência, ampliando a acessibilidade em todos os trajetos monitorados.
Segundo Antonio Carlos Gonçalves, CEO do Fretadão, a eficiência operacional e a satisfação do colaborador caminham juntas. No contexto da NR 1, oferecer transporte que permita descanso e previsibilidade no deslocamento representa uma medida direta de prevenção de riscos psicossociais.
O fretamento corporativo como investimento estratégico no deslocamento
O cenário atual aponta para uma transformação no modo como as empresas encaram o deslocamento dos colaboradores. A inovação, a gestão de dados e a melhoria contínua tornam o fretamento corporativo um investimento estratégico em governança e capital humano.
Essa solução responde aos desafios regulatórios e contribui para a produtividade no Brasil, ao reduzir o estresse e o tempo perdido no trânsito. O fretamento devolve aos profissionais um tempo precioso, antes desperdiçado no deslocamento, e promove um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.
Conclui-se que o deslocamento deixou de ser um simples trajeto e passou a ser um fator determinante para a saúde mental, a retenção de talentos e a eficiência das organizações. Investir em transporte corporativo qualificado representa um passo fundamental para enfrentar os desafios do mercado de trabalho atual.
