O governador Cláudio Castro anunciou a realização do edital para escolher o novo operador dos trens urbanos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A medida visa substituir a SuperVia e iniciar um processo de modernização do sistema ferroviário, garantindo mais qualidade e eficiência para os usuários. O leilão está marcado para 27 de janeiro de 2026, e o futuro operador terá permissão para gerir o sistema por cinco anos, com possibilidade de renovação por igual período.
Novo modelo de operação dos trens urbanos
O contrato adotará um modelo de permissão, definido pela Procuradoria-Geral do Estado, que prevê remuneração por quilômetro rodado, e não mais pela quantidade de passageiros. Essa mudança oferece maior previsibilidade no controle das tarifas e reduz pedidos de reequilíbrio contratual causados pela queda de demanda. Além disso, o contrato estabelece índices de performance que o operador deverá cumprir para manter a qualidade do serviço.
A secretária de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem, destacou que o novo edital representa um passo histórico para a modernização dos trens urbanos do Rio. O foco está na qualidade do serviço, com metas claras de desempenho e segurança jurídica, garantindo uma transição tranquila e um transporte ferroviário mais eficiente e digno para a população.
Medidas para garantir a continuidade e qualidade dos trens
Para tornar a proposta mais atrativa, criou-se a Unidade Produtiva Isolada Ferroviária (U.P.I Ferroviária), que permite ao novo operador assumir o sistema sem administrar as dívidas e processos judiciais da SuperVia. Essa medida integra o aditivo ao plano de recuperação judicial da SuperVia, homologado pela 6ª Vara Empresarial da Capital.
O aditivo também prevê a criação de um fundo gerido pelo administrador judicial, contribuindo para preservar a atividade econômica, manter empregos e evitar a descontinuidade do serviço dos trens até a entrada do novo investidor.
Investimentos e melhorias no sistema de trens durante a transição
Durante o período de transição, o Governo do Estado investiu R$ 160 milhões para melhorar o sistema ferroviário, assegurando a manutenção dos serviços sem prejuízo aos usuários. Entre os principais investimentos, destaca-se a substituição de 40 km de cabos de cobre por alumínio, reduzindo furtos e aumentando a confiabilidade da operação dos trens.
No primeiro semestre de 2025, as ocorrências de furto caíram 50%, de 450 para 225 registros. Também reintegraram ao sistema cinco trens que estavam afastados para manutenção após vandalismo. Medidas antivandalismo incluíram a troca de mais de 7.000 visores de porta, 2.600 assentos e 35 para-brisas, reduzindo o número de janelas danificadas de 369 para 30 entre janeiro e julho.
Além disso, os passageiros perceberam a redução dos intervalos e do tempo de deslocamento nos ramais Japeri, Saracuruna e Santa Cruz, com 25 minutos a menos de viagem. Na linha férrea, substituem-se 402 toneladas de trilhos, 44.808 dormentes, 210 vigas de pontes e 275 mil acessórios de fixação.
Papel da Procuradoria-Geral do Estado na solução para os trens
O procurador-geral do Estado, Renan Saad, ressaltou o trabalho incansável e técnico da PGE-RJ para solucionar o problema que afeta os usuários dos trens há anos. A decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) demonstra a liderança da PGE-RJ em garantir que uma nova concessionária opere o sistema com responsabilidade e investimentos, proporcionando um serviço de qualidade para a população.
O novo edital e as medidas adotadas representam um marco para o transporte ferroviário no Rio de Janeiro, promovendo modernização, segurança jurídica e melhorias concretas para os usuários dos trens urbanos.
Em resumo, o processo de escolha do novo operador dos trens urbanos e os investimentos realizados durante a transição indicam um compromisso do governo com a modernização e a qualidade do transporte ferroviário na Região Metropolitana do Rio, beneficiando diretamente os passageiros e a economia local.