A presença das mulheres nos voos da Azul cresceu significativamente entre 2018 e 2025, refletindo uma mudança importante no perfil dos passageiros da companhia aérea. A pesquisa realizada pela Azul, maior empresa aérea do Brasil em número de cidades atendidas e rotas domésticas, revelou que a participação feminina aumentou de 38% para 46% no período. Além disso, nomes como Maria, Fernanda e Juliana lideram a lista das mulheres que mais viajaram com a companhia.
Mulheres e o aumento da participação nos voos da Azul
O levantamento da Azul destacou que as mulheres entre 35 e 44 anos lideraram o número de viagens, embora essa faixa etária tenha apresentado uma leve queda de 29% para 24% entre 2018 e 2025. Por outro lado, a faixa etária das mulheres entre 25 e 30 anos quase dobrou, alcançando 22% das passageiras em 2025. Quanto ao horário preferido, a manhã concentra 35% das escolhas femininas, enquanto os voos na madrugada, entre 0h e 6h, cresceram de 9% para 15% no mesmo período.
Destinos preferidos e aeroportos mais movimentados
A região Sudeste lidera como destino preferido das mulheres, com 40% dos assentos ocupados por elas. O Nordeste aparece em segundo lugar, com 24%, seguido pelo Sul (16%), Centro-Oeste (11%) e Norte (9%). Os aeroportos de Viracopos (SP), Recife (PE) e Confins (MG) destacam-se como os hubs nacionais mais movimentados para embarques e desembarques femininos. Internacionalmente, Lisboa, Fort Lauderdale e Orlando lideram o ranking dos aeroportos com maior fluxo de mulheres.
Compromisso da Azul e a equidade de gênero
A Azul reforça seu compromisso com a equidade de gênero e a ampliação da participação feminina no setor aéreo. A companhia participa de iniciativas como o IATA 25by2025, que busca aumentar a presença feminina em áreas técnicas da aviação, e o Movimento Elas Lideram, do Pacto Global da ONU, que visa a paridade de gênero na alta liderança até 2030. Além disso, a Azul apoia o Protocolo de Intenções “Asas para Todos”, da ANAC, que promove diversidade e inclusão na aviação civil brasileira.
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Programas e ações dedicados às mulheres na Azul
A empresa oferece programas estruturados para ampliar oportunidades às suas tripulantes. Em 2025, a Bolsa Social – Oficina de Oportunidades destinou 100% das vagas para mulheres de Barueri, SP, na formação de Despachante Técnico de Voo. Os programas de entrada da Azul, como Estágio Generalista, Estágio Técnico e Aprendiz, registraram 66% de participação feminina no ano anterior.
A Azul também mantém o programa Azul Contra Violência Doméstica, que conscientiza e oferece apoio às tripulantes. A companhia recebeu o Selo Empresa Amiga da Mulher das prefeituras de Campinas e Barueri, reconhecendo seu engajamento na equidade de gênero e prevenção da violência doméstica.
Outras iniciativas incluem a mentoria “Acelera”, que apoia o desenvolvimento de talentos femininos, o programa Cegonha Azul, com benefícios para tripulantes gestantes e puérperas, e a parceria com a AMAB (Associação das Mulheres Aviadoras do Brasil). A Azul participa ainda de eventos para meninas e mulheres interessadas na aviação e promove campanhas anuais como o Outubro Rosa, focado na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.
Mulheres que mais voaram com a Azul entre 2018 e 2025
Os nomes femininos mais frequentes entre as passageiras da Azul incluem Maria, Fernanda, Juliana, Mariana, Camila, Gabriela, Patrícia, Júlia, Bruna e Ana. Esses nomes refletem o perfil das mulheres que embarcaram com a companhia ao longo dos anos.
Aeroportos nacionais com maior embarque e desembarque de mulheres
Os dez aeroportos nacionais que mais receberam mulheres em voos da Azul são:
- Viracopos (SP)
- Recife (PE)
- Confins (MG)
- Santos Dumont (RJ)
- Guarulhos (SP)
- Porto Alegre (RS)
- Congonhas (SP)
- Curitiba (PR)
- Salvador (BA)
- Brasília (DF)
Esses dados evidenciam a crescente participação das mulheres no setor aéreo, tanto como passageiras quanto como profissionais, reforçando a importância da inclusão e do protagonismo feminino na aviação brasileira.
A Azul demonstra, com ações concretas e resultados expressivos, que as mulheres ocupam um espaço cada vez maior nos voos e na estrutura da companhia, consolidando uma agenda de equidade e valorização feminina no setor.

