Ato de ciclistas na Tijuca cobra mais segurança após tragédia fatal

Ato de ciclistas na Tijuca em homenagem a vítimas

Ciclistas realizaram um ato na Praça Saens Peña, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, na noite de sexta-feira, em homenagem a Emanoelle Farias e seu filho Francisco Farias Antunes. Mãe e filho morreram em um acidente envolvendo uma bicicleta elétrica e um ônibus no mesmo bairro. A concentração começou às 17h, com dezenas de pessoas reunidas com suas bicicletas. Por volta das 18h, iniciou-se uma passeata em direção ao local do atropelamento, no cruzamento das ruas Conde de Bonfim e Pinto de Figueiredo.

Ciclistas pedem melhorias na infraestrutura cicloviária

Durante o protesto, o grupo percorreu a região reivindicando melhorias na infraestrutura cicloviária da cidade, como a construção e manutenção de ciclovias. O humorista e roteirista Vinicius Cacofonias, pai de Francisco, participou da manifestação. Ciclistas vestiam roupas brancas, levaram flores, balões da mesma cor e cartazes, um deles com a frase: “Atropelar ciclista não é acidente”.

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  • Bicicleta fantasma simboliza ciclistas mortos no trânsito

    No local do atropelamento, instalou-se uma “bicicleta fantasma” pintada de branco. Essa intervenção simboliza a lembrança dos ciclistas mortos no trânsito e denuncia a violência e imprudência que tiram milhares de vidas inocentes todos os anos. Um dos participantes destacou que a ação reforça a necessidade de respeito e segurança para quem circula de bicicleta.

    Grupo Bike Zona Norte destaca descaso com ciclistas

    O grupo Bike Zona Norte, responsável pela organização do ato, classificou o caso como uma tragédia que revela o desprezo de motoristas pelo direito dos ciclistas nas ruas. Também criticou o descaso do poder público em construir e manter estruturas cicloviárias que protejam vidas e favoreçam um trânsito mais humanizado.

    Impactos no trânsito durante a manifestação

    O protesto causou retenções no trânsito local. Motoristas que trafegam pela Rua Conde de Bonfim, no sentido Usina, enfrentaram retenções a partir da altura da Rua Pinto de Figueiredo até o fim da Avenida Heitor Beltrão. Também houve retenções nas ruas General Roca e Santo Afonso. A mobilização reforçou a urgência de políticas públicas que garantam segurança e respeito aos ciclistas na cidade.

    Conclusão: a luta dos ciclistas por segurança e respeito

    O ato na Tijuca reuniu ciclistas e apoiadores para exigir mais segurança no trânsito e respeito aos direitos de quem utiliza a bicicleta como meio de transporte. A homenagem a Emanoelle e Francisco Farias Antunes reforça a necessidade de ações concretas para proteger ciclistas e evitar novas tragédias. A mobilização evidencia a importância de ciclovias bem planejadas e manutenção constante para garantir um trânsito mais seguro e humanizado para todos.

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