O Ministério dos Transportes autorizou o plano de outorga da concessão da Estrada de Ferro EF-118, conhecida como Anel Ferroviário do Sudeste. Essa aprovação representa um avanço significativo na consolidação desse importante corredor ferroviário, que conecta o Espírito Santo ao estado do Rio de Janeiro. O projeto reforça o compromisso do governo com a modernização da malha ferroviária, a ampliação da competitividade econômica e a diversificação dos modais de transporte no país.
Plano de outorga e concessão da EF-118
A portaria publicada no Diário Oficial da União autoriza o início do processo de concessão para construção e exploração da ferrovia EF-118. O trecho principal liga os municípios de Santa Leopoldina (ES) e São João da Barra (RJ), com aproximadamente 246 quilômetros. Além disso, o plano prevê a possibilidade de expansão do trecho entre São João da Barra (RJ) e Nova Iguaçu (RJ), incluindo segmentos da EF-103, totalizando 325 quilômetros adicionais.
Leonardo Ribeiro, secretário nacional de Transporte Ferroviário, destaca que essa concessão marca a primeira greenfield da história do setor de infraestrutura ferroviária no Brasil. O modelo de parceria público-privada prevê aportes do governo para viabilizar a construção da ferrovia, garantindo equilíbrio econômico-financeiro ao projeto.
Importância do Anel Ferroviário do Sudeste para a logística
A EF-118 desempenha papel estratégico na consolidação de um novo eixo ferroviário no Sudeste, conectando o Porto do Açu (RJ) ao Espírito Santo. A ferrovia possibilita integração com a malha ferroviária existente e articula-se com outros complexos portuários da região, como os portos de Ubu e Central, ambos no Espírito Santo.
Esse empreendimento amplia a eficiência do transporte de cargas ao fortalecer a conexão entre áreas industriais, centros produtores e portos, contribuindo para a competitividade econômica regional. O projeto visa ampliar a participação do modal ferroviário na matriz de transporte do país, utilizando experiências internacionais para atrair investimentos privados.
Investimentos e capacidade operacional
A implantação da ferrovia EF-118 receberá investimentos estimados em R$ 6,6 bilhões. Durante o período de concessão, os custos operacionais previstos alcançam R$ 3,61 bilhões. A capacidade de transporte da ferrovia poderá atingir até 24 milhões de toneladas por ano, contemplando diversos tipos de carga, como carga geral, granéis líquidos, granéis sólidos agrícolas e minérios.
Com a aprovação do plano de outorga pelo Ministério dos Transportes, o documento seguirá para análise da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que conduzirá as etapas seguintes do processo de concessão.
O futuro do Anel Ferroviário do Sudeste e a matriz de transporte brasileira
O Anel Ferroviário do Sudeste representa um projeto estruturante para o país, alinhado à Política Nacional de Outorgas Ferroviárias. A iniciativa busca modernizar a infraestrutura ferroviária, ampliar a competitividade econômica e diversificar os modais de transporte, reduzindo a dependência do transporte rodoviário.
A consolidação desse corredor ferroviário no Sudeste reforça o papel do modal ferroviário na matriz logística nacional, promovendo maior eficiência no escoamento de cargas e integração entre portos e centros produtivos. O projeto também demonstra o esforço do Ministério dos Transportes em estruturar concessões que atraem investimentos privados, garantindo sustentabilidade e desenvolvimento para o setor.
A aprovação do plano de outorga da EF-118 e o avanço na consolidação do Anel Ferroviário do Sudeste indicam um marco importante para o transporte ferroviário brasileiro, com impactos positivos para a economia e a infraestrutura do país.
