O Ministério de Portos e Aeroportos tem intensificado ações que promovem o protagonismo feminino e o combate à violência nos setores portuário e aeroportuário. Essas ações visam transformar ambientes historicamente dominados por homens, garantindo segurança, equidade e respeito às mulheres em todas as operações logísticas e terminais de passageiros.
Ações de inclusão e reconhecimento no setor portuário
No âmbito aquaviário, o Ministério realiza ações que reconhecem boas práticas corporativas por meio de premiações de sustentabilidade. Empresas e autoridades portuárias que adotam a diversidade de gênero como política institucional recebem destaque. Por exemplo, a Autoridade Portuária de Santos criou o Programa de Desenvolvimento de Liderança Feminina, abrindo 80 vagas para mulheres e atualizando seu manual contra assédio e discriminação.
Em Santa Catarina, o Porto de Itapoá promoveu ações de sensibilização contra a violência doméstica durante o “Agosto Lilás”, divulgando a Lei Maria da Penha e o programa “Mulheres no nosso bairro”. A Ultracargo estabeleceu a meta de manter pelo menos 35% de mulheres e pessoas negras em cargos de liderança, enquanto o Complexo Industrial e Portuário do Pecém conquistou o Selo de Equidade de Gênero e implementou indicadores para monitorar a paridade salarial.
Outras empresas, como Cargill e Vports, também receberam reconhecimento por suas ações afirmativas, transparência salarial e ausência de denúncias de assédio sem apuração. No Nordeste, o Porto de Suape mobilizou o “Grupo de Trabalho Diversa” para realizar sete campanhas focadas na equidade de gênero e raça, seguindo o Calendário Nacional de Equidade, Diversidade e Inclusão.
Leia também:
- Novas rotas da GOL conectam Rio de Janeiro a Assunção com voos regulares
- Anac estuda regras de tolerância zero para passageiros indisciplinados
- Número de passageiros em aeroportos cresce 9,4% em 2025 no Brasil
- Ministério de Portos e Aeroportos aprimora sistema de embarque biométrico
- GOL anuncia rota direta Rio de Janeiro – Nova York a partir de julho
- American Airlines amplia voos do RJ para Miami no verão
Ações de combate à violência no setor aeroportuário
Enquanto as ações nos portos focam na mudança da cultura organizacional, nos aeroportos o Ministério amplia a conscientização para as milhões de mulheres que circulam pelo país. A campanha “Assédio não decola, Feminicídio também não” entrou em sua segunda fase, lançada no Aeroporto de Congonhas (SP).
Essa mobilização ocorre em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Associação Brasileira das Concessionárias de Aeroportos (ABR). As ações utilizam a grande circulação de passageiros para disseminar informações preventivas, exibir vídeos pedagógicos e divulgar canais de denúncia, como o Ligue 180.
A campanha reforça que o combate à violência contra a mulher não é uma pauta exclusiva feminina, mas uma responsabilidade social. A secretária-executiva adjunta do Ministério, Thairyne Oliveira, destaca que as ações buscam garantir que as mulheres alcancem espaços de decisão e tenham suas vozes ouvidas, promovendo autonomia e igualdade.
Ações integradas para um setor mais justo e seguro
Essas ações integradas demonstram que a modernização da infraestrutura nacional vai além de obras e concessões. O Ministério de Portos e Aeroportos atua para garantir que as mulheres possam trabalhar, liderar e viajar com dignidade e segurança.
O reconhecimento de boas práticas, a implementação de políticas de equidade, a promoção de campanhas educativas e a criação de canais de denúncia compõem um conjunto de ações que transformam o setor portuário e aeroportuário brasileiro.
Com essas iniciativas, o Ministério reforça seu compromisso com a inclusão, a diversidade e o combate à violência, promovendo um ambiente mais justo e respeitoso para todas as mulheres envolvidas direta ou indiretamente nesses setores.
