A Prefeitura do Rio entregou, no dia 11 de janeiro de 2026, a expansão da Estrada do Tingui até a Avenida Brasil, criando uma ligação direta entre Campo Grande e um dos principais corredores viários da cidade. Essa intervenção amplia as alternativas de acesso e saída do bairro, redistribui o tráfego local e traz mais fluidez aos deslocamentos dos moradores, trabalhadores e de quem cruza diretamente a Zona Oeste.
Expansão da Estrada do Tingui integra plano de mobilidade de Campo Grande
O novo trecho da Estrada do Tingui integra o Plano de Mobilidade de Campo Grande e representa uma etapa importante da reestruturação viária do bairro. Campo Grande, maior bairro do país, contava com uma região onde o morador precisava cruzar quase todo o bairro para acessar a Avenida Brasil. Agora, com a expansão da Estrada do Tingui, o acesso direto pela Avenida Brasil melhora significativamente a mobilidade local.
A intervenção prolonga a Estrada do Tingui em 1,5 quilômetro até a Avenida Brasil e inclui a requalificação de 1,2 quilômetro do trecho existente entre a Estrada Carvalho Ramos e a Rua Asa Branca. O projeto contempla recuperação do pavimento, calçadas e melhorias no sistema de drenagem, ampliando a capacidade de escoamento das águas pluviais. Ao todo, a obra soma 2,7 quilômetros de extensão e cerca de 33,7 mil metros quadrados de área, reforçando a rede viária local e contribuindo para uma distribuição mais equilibrada da circulação em eixos de grande demanda, como as estradas do Mendanha e do Pedregoso.
Infraestrutura cicloviária e acessibilidade na Estrada do Tingui
A obra inclui a implantação de 779 metros de nova rede de drenagem, 6,9 mil metros quadrados de calçadas acessíveis, 20,9 mil metros quadrados de pavimentação e 2,7 quilômetros de estrutura cicloviária. Deste total, 1,5 quilômetro corresponde a uma ciclofaixa no novo trecho, que organiza a circulação e amplia as condições de mobilidade para pedestres, ciclistas e motoristas em uma área de intenso crescimento urbano.
O subsecretário de Infraestrutura, Carlos Alberto dos Santos, destacou que a Estrada do Tingui passa a ser a terceira opção de ligação com a Avenida Brasil, facilitando e melhorando a fluidez do trânsito para os moradores da região, ao lado das estradas do Campinho e Rio-São Paulo.
Morador de Campo Grande, o autônomo Wagner Azevedo comemorou a inauguração da estrada, especialmente pela ciclovia. Ele ressaltou a comodidade de um espaço reservado para ciclistas, que permite maior segurança e tranquilidade no trajeto, que está bem sinalizado e demarcado.
Avanços do plano de mobilidade de Campo Grande
O novo trecho da Estrada do Tingui soma-se a outras intervenções já concluídas no Plano de Mobilidade de Campo Grande, como o mergulhão sob a Avenida Cesário de Melo, a revitalização da Estrada da Caroba e a implantação da nova alça da Estrada dos Sete Riachos. Essas obras reorganizaram a circulação viária na região.
Outro avanço importante é o túnel sob o Morro Luís Bom, o primeiro da história de Campo Grande, que está em fase final de obras. A conclusão do viaduto de acesso pela Estrada da Posse representa a etapa final para sua plena operação.
O plano segue com intervenções estruturantes em andamento, incluindo a requalificação das avenidas Cesário de Melo e Joaquim Magalhães, melhorias na Estrada do Monteiro, duplicação e alargamento da Estrada do Lameirão, requalificação do Largo da Maçonaria, binário da Estrada Rio-São Paulo com a Rua Vitor Alves e a Ligação Viária que conectará a Estrada da Posse à Avenida Brasil.
Com investimentos superiores a R$ 1 bilhão, provenientes do município e do Governo Federal, o Plano de Mobilidade de Campo Grande representa o maior esforço de reestruturação viária já realizado no bairro. O foco principal consiste na melhoria dos acessos às avenidas Brasil e Dom João VI, ordenamento da circulação viária e fortalecimento da infraestrutura urbana, preparando o bairro mais populoso do país para um crescimento organizado e funcional.
Obras de drenagem e controle de enchentes na Zona Oeste
Além das intervenções viárias em Campo Grande, a Prefeitura do Rio concluiu obras de controle de enchentes na comunidade do Batan, em Realengo. Executadas pela Fundação Rio-Águas, essas obras ampliam a capacidade de escoamento das águas pluviais e integram ações municipais para o ordenamento da drenagem urbana na Zona Oeste.
A intervenção contemplou a implantação de 422 metros de nova rede de drenagem nas ruas Maragogipe, Abuara e São Dagoberto, além de pavimentação e requalificação de passeios. Essas ações dão continuidade a uma etapa concluída em 2023 e permitem que o sistema local opere de forma integrada, melhorando as condições de circulação e o uso dos espaços públicos para os moradores.
O presidente da Fundação Rio-Águas, João Telles, afirmou que essa segunda fase das obras no Batan era aguardada pela população, especialmente em um trecho com histórico de alagamentos. Os resultados já aparecem nas chuvas mais recentes.
Essas obras integram o PAC Realengo, que reúne ações de controle de enchentes em diferentes frentes no bairro, incluindo intervenções em andamento na Vila Vintém. O programa prevê ampliação do sistema de galerias pluviais e implantação de um reservatório de contenção de cheias, beneficiando cerca de 205 mil moradores da região.
A expansão da Estrada do Tingui e as obras complementares reforçam o compromisso da Prefeitura do Rio em melhorar a mobilidade urbana e a infraestrutura da Zona Oeste, promovendo maior qualidade de vida para os moradores e preparando Campo Grande para o futuro.
